Samba e amor
Chico Buarque/1969
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem-vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade, que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade, que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama, reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem-vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade, que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
a pé
to gostando destes dias só andando a pé...
tem-se mais tempo para olhar as árvores,
as vitrines, as pessoas...
nada como um ipod ou uma boa conversa pra acompanhar!
tem-se mais tempo para olhar as árvores,
as vitrines, as pessoas...
nada como um ipod ou uma boa conversa pra acompanhar!
tardes de maio
as tardes de maio possuem a peculiar força do tempo.
o tempo em que se aprende. elas não são mais as
revoltas e extravagantes cargas eléticas do relâmpago,
típicas do verão e nem o pé direto estreito do
inverno que prenuncia. elas trazem um céu imenso
e limpo, azul e profundo, que de tão infinito e forte,
dói. e quase nada ousa atravessá-lo. fica ali,
prestes a te fitar uma carícia. ela não chega.
sente apenas se aproximar, e retorna. então você
aprende, embora limitado, aprende além. entende agora,
na calmaria profunda, a dor e a alegria de ser o que é.
uma tarde dessas do lado de quem te toca são mesmo mágicas...
com vinho então hein gerald's!
o tempo em que se aprende. elas não são mais as
revoltas e extravagantes cargas eléticas do relâmpago,
típicas do verão e nem o pé direto estreito do
inverno que prenuncia. elas trazem um céu imenso
e limpo, azul e profundo, que de tão infinito e forte,
dói. e quase nada ousa atravessá-lo. fica ali,
prestes a te fitar uma carícia. ela não chega.
sente apenas se aproximar, e retorna. então você
aprende, embora limitado, aprende além. entende agora,
na calmaria profunda, a dor e a alegria de ser o que é.
uma tarde dessas do lado de quem te toca são mesmo mágicas...
com vinho então hein gerald's!
primaveras
"Aprendi com as primaveras a deixar-me
cortar e a voltar sempre inteira!"
Cecilia Meireles
cortar e a voltar sempre inteira!"
Cecilia Meireles
meia hora esperando a reunião...
plotado na parede...
Para mim, intelecto é uma palavra seca demais, inexpressiva demais.
Gosto da palavra "crença". Geralmente quando as pessoas dizem
"eu sei" elas não sabem, elas acreditam. Bem, quanto a mim,
acredito que a arte é a única atividade do homem em que ele se
mostra de fato um ser capaz de ultrapassar sua condição de animal.
A arte é uma forma de fugir para regiões não governadas pelo
espaço e pelo tempo. Viver é acreditar, essa é a minha crença.
Marcel Duchamp
Para mim, intelecto é uma palavra seca demais, inexpressiva demais.
Gosto da palavra "crença". Geralmente quando as pessoas dizem
"eu sei" elas não sabem, elas acreditam. Bem, quanto a mim,
acredito que a arte é a única atividade do homem em que ele se
mostra de fato um ser capaz de ultrapassar sua condição de animal.
A arte é uma forma de fugir para regiões não governadas pelo
espaço e pelo tempo. Viver é acreditar, essa é a minha crença.
Marcel Duchamp
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